Ex-líbris heráldico do dr. Francisco Carneiro de Assis Teixeira, desenhado por António de Oliveira Lima em 1927 e gravado a buril por André Victor Edouard Devambez. Escudo de fantasia esquartelado, com as armas de: I – Magalhães, II – Teixeira, III – Coelho e IV – Cunha; com coronel de Conde e timbre de Magalhães, por debaixo do listel com a divisa “DUM SPIRO SPERO”, tudo envolto por uma elegante cartela de belíssimo efeito decorativo.
O mês de Fevereiro num Livre d’Heures Français do século XV, com um camponês a aquecer-se junto duma chaminé.
Ex-líbris do dr. Jaime Pinto Osório, Juiz de Direito na Comarca Judicial de Paredes de Coura, desenhado por António de Oliveira Lima em 1921. Colecção de Jofre de Lima Monteiro Alves.
Representação da Visitação no Livro de Horas de Dom Manuel I, fólio do século XVI. O quadro central retrata o encontro de Santa Isabel, ajoelhada perante a Virgem Maria, na presença de dois anjos caudatários que seguram o manto anil da Virgem, com uma mansão senhorial como pano de fundo. Duas azenhas preenchem a tarja de pé de página.
Ex-líbris do dr. Alberto Eduardo Valado Navarro (1891+1972), 3.º Visconde da Trindade, desenhado em 1920 por António de Oliveira Lima e gravado por zincogravura na década de 1920.
Escudo de fantasia com as armas plenas de Sousa, do Prado, com coronel de conde e timbre de Sousa, do Prado; listel com a divisa «SANS PEUR ET SANS REMORDS»; tudo dentro de cercadura alegórica com motivos fitomórficos.
A iluminura do mês de Outubro no livro “Les Heures dites Hamilton Field”, do século XV: a uva é pisada num grande tanque por um camponês, cuja calça esta arregaçada até à parte superior da coxa. O vinho obtido é vertido para grandes tonéis.
As pipas saem do lagar por uma porta lateral e são carregadas numa carreta puxada por um cavalo branco, sob supervisão de dois mercadores pomposamente vestidos e debruçados sobre uma improvisada mesa. Os negociantes ostentam vistosos chapéus, em contraste com as demais personagens.
Aliás, as cinco figuras do primeiro plano, os dois mercadores e três trabalhadores braçais, trazem bolsas à cintura. A cercadura apresenta motivos botânicos de precisão menor, em tons azuis e amarelos.
Na tarja superior da cercadura, um homem vestido de vermelho, provido dum longo penacho e duma sedosa e basta barba - o único barbudo presente na iluminura -, combate tenazmente um gigantesco caracol, enquanto no pé-de-página um escudo heráldico é sustido, em suporte, por dois cervos nascentes de coroas douradas.
Iluminura do Livro de Horas de Dom Manuel, com a representação, no quadro central, do martírio de São Bartolomeu a ser esfolado vivo, deitado num catre encostado à coluna onde esteve preso e na qual pende ainda a sua mão decepada, assim como as grilhetas que o acorrentaram.
O carrasco segura a adaga na boca com os dentes cerrados, enquanto arranca a pele do sereno mártir, na presença do rei Astiago da Arménia, que ordenou a mortificação do santo apóstolo, e da guarda de lanceiros mamelucos.
No pé de página vemos o apóstolo São Bartolomeu a expulsar o demónio do corpo da filha possessa do monarca arménio, para espanto e gáudio dos cortesãos, perante a presença expectante dum canídeo. Na tarja lateral esquerda o santo sobe a escadaria de acesso a um templo-fortaleza, com pórtico de arquivoltas românicas, por cima do qual uma escada de mão dá acesso à torre nas ameias das muralhas.
A tarja da direita mostra as obras do templo, com um guindaste por cima da torre sineira, mostrando um pano de muralha merlonada rasgado por uma seteira estreita. O Divino Espírito Santo preside na tarja superior, por entre um céu anil esvoaçado pelas pombas.
Ex-líbris de Carlos Alberto de Sousa Lobo de Oliveira, com a legenda “POR BEM QUERER”, desenhado por António Lima em 1917.
Mês de Maio numa iluminura do dito Les Heures Hamilton Field, iluminada pelo chamado Maître du Walters, do século XV, retratando uma cena de piquenique junto de uma fonte, numa clareira cercada por um bucólico cenário florestal e vegetalista, como símbolo da época do amor.
Um jovem, coroado de flores, oferece de beber à sua elegante companhia feminina, ricamente vestida com um robe de mangas largas, colo subido e cintura ajustada. A esbelta dama apresenta um toucado cornígero típico francês do segundo decénio do século XV.
Uma segunda mulher faz companhia ao jovem casal na mesa, mais modestamente vestida, enquanto um distante criado guarda as cavalgaduras, para além da luxuriante vegetação.
Ao fundo, numa paisagem mais árida, sobressai um rosado castelo majestoso, tudo envolvido por uma cercadura de ornatos violeta e verde, ligados por fios de ouro.
Ex-líbris do dr. Joaquim Teófilo Fernandes Braga, desenhado à pena pelo próprio em 1877. Consiste numa árvore entrelaçada por uma cobra de maneira a formarem as iniciais TB.
A letra J iluminada capitular, na Crónica de El-Rei Dom Afonso Henriques, de Duarte Galvão, códice do século XVI.
Representação da Natividade no Livro de Horas de Dom Manuel I, fólio do século XVI. A Virgem Maria adora o menino deitado sobre o seu manto, perante o olhar surpreso e embevecido de São José, onde não faltam os tradicionais elementos decorativos, o burro, a vaca e os pastores, no interior de um edifício em estado de ruínas, com arcos de volta, dentro do quadro central. A tarja de pé de página mostra a chegada de São José e a Virgem grávida a Belém e a serem rejeitados pela estalageira, cercados pelos expectantes burro, vaca e cão, envolvidos por uma paisagem campesina.
Livro de Horas de Dom Duarte: São Francisco de Assis recebe os estigmas, na típica obsessão do milagre em tempos medievos. Iluminura do século XV.
Primeira página do foral de Óis da Ribeira, localidade do concelho e comarca de Águeda. A «aldea doões da rribeyra» foi elevada a vila por carta de foral dado em 2 de Junho de 1516 por El-Rei Dom Manuel I.
Iluminura do códice “Livro de Horas de El-Rei Dom Duarte”, no qual vemos um anjo a desdobrar um listel com a inscrição “Gloria in Excelsis Deo”.
A letra S capitular maiúscula num códice iluminado do Missal Antigo do Mosteiro de Lorvão, do século XII.
O homem atormentado pelas bestas, no códice Comentários ao Apocalipse, do Beato de Liébana. Na iluminura, datada do ano de 950, vemos três seres humanos a serem atacados por quatro satorelas multicoloridas, umas bestas espinhosas em forma de cavalo, couraçadas para combate, com a testa coroada de ouro, dentes e garras de leão, longos chifres e visão humana, enquanto um anjo de lança em riste vem em socorro da humanidade.
Matança dos Inocentes, iluminura do Livro de Horas de Dom Manuel I, cena dum grande realismo, na qual se vê uns soldados a massacrar um grupo de mulheres, recém-nascidos e crianças num acampamento.
No primeiro plano observamos um soldado a matar uma criança de colo com um alfanje. Na parte cimeira do lado direito – do observador – o massacre prossegue na colina, perante a dor intensíssima e olhar estarrecido das mães, enquanto à esquerda, ao longe e na porção central, vemos José a puxar a arreata dum burro, no qual cavalgam Maria e Jesus, a fim de fugirem para o Egipto.
Na tarja lateral esquerda desenrola-se a cena bíblica de edificação da torre de Babel, que Deus todo-poderoso põe termo, vindo do alto.
Na tarja da direita e na porção inferior o iluminista representa o Dilúvio, outra cena do Antigo Testamento. Na porção inferior desta tarja lateral, a Arca de Noé voga num mar encapelado e diluviano, enquanto no baixo-de-página, a humanidade tenta desesperadamente agarrar-se a troncos de árvores.
Bíblia dos Jerónimos, incipit liber do Livro de Josué, livro II, capítulo I, fl. 6v, códice iluminado a cor e ouro, com a Cruz de Cristo na tarja superior e as Armas Reais da tarja inferior, um grande exemplar da Arte decorativa da Renascença.
Ex-líbris de D. Miguel António do Carmo de Noronha de Paiva Couceiro, desenhado pelo próprio, concluído e retocado por Carlos da Silva Lopes em 1972 e gravado a offset a cores. É um escudo ao balão – suspenso pelo canto esquerdo – com as armas de Meneses, (do Conde de Vila Real), as armas de Couceiro embutidas em ponta, coronel de nobreza, elmo, paquife constituído por pele de onça, timbre, divisa «Aleo Aleo» em chefe e identificação do possuidor em contrachefe.
As armas têm a seguinte leitura heráldica: esquartelado, o I e IV de prata, cinco escudetes de azul em cruz, carregados cada um de cinco besantes de prata, bordadura de vermelho carregada de sete castelos de oiro (Portugal); o II e III de vermelho, um castelo de oiro, aberto e iluminado de azul, o campo mantelado de prata com dois leões batalhantes de púrpura, armados de vermelho, a bordadura composta de oiro e veiros de dezoito peças (Noronha). Sobre o todo um escudete cortado e partido em seis quartéis, o I de azul, um estoque de prata, empunhado de oiro, posto em pala; o II, IV e VI, de oiro, quatro palas de vermelho (Lima); o III e V, de vermelho, duas onças passantes e sotopostas de oiro e negro (ao invés das armas de Vilalobos). Sobreposto no sobre o todo, um escudete de oiro pleno (Meneses).
O timbre é uma cabeça de onça de oiro, mosqueada de negro, com duas hastes de cervo de prata a emergir da pele da onça, a qual forma o paquife, e que era o timbre pessoal de D. Pedro de Meneses, Conde de Vila Real.
D. Miguel António do Carmo de Noronha de Paiva Couceiro, nasceu em Cascais a 27 de Agosto de 1909 e faleceu em Lisboa a 24 de Junho de 1979, filho do comandante Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro (1861+1944) e de D. Júlia Maria do Carmo de Noronha (Paraty) (1873+1941).
Casou em Lisboa a 8 de Agosto de 1936 com D. Maria Teresa de Jesus Gusmão Corrêa Arouca (1909+1980), nascida em Lisboa a 29 de Maio de 1909, filha de Simão de Gusmão Corrêa Arouca e de D. Maria Luísa Enes Ulrich, com geração.
Casou em segundas núpcias em 1959, em Colombo, Ceilão, com D. Carol Talib-ud-Din, nascida no Punjabe, a 9 de Fevereiro de 1908, sem geração.
Foi alferes (1932); tenente de Cavalaria; chefe da Repartição Militar das Forças Militares da Companhia de Moçambique (1936-1938); capitão de Cavalaria; 4.º Conde de Paraty, por alvará do Conselho de Nobreza de 21 de Dezembro de 1946; governador do distrito de Diu, Estado Português da Índia (1948-1950); sócio do Instituto Português de Heráldica; desenhador; heraldista; ex-librista; escritor; administrador da Companhia Colonial do Búzi, em Moçambique (1953); fundador da Açucareira de Moçambique (1970).
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Árvore de Costado do Conde de Paraty |
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Próprio |
Pais |
Avós |
Bisavós |
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D. Miguel António do Carmo de Noronha de Paiva Couceiro (1909+1979) 4.º Conde de Paraty Capitão de Cavalaria |
Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro (1861+1944) Capitão de Artilharia |
José Joaquim de Paiva Cabral Couceiro (1830+1916) General de Engenharia |
Manuel Inácio de Paiva Cabral Couceiro (1785+1833) |
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D. Maria da Pena Dias Simões |
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D. Helena Isabel Teresa Armstrong Mitchell (1830+) |
Henry Armstrong Mitchell |
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Anna Elliot |
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D. Júlia Maria do Carmo de Noronha (Paraty) (1873+1941) |
D. Miguel Aleixo António do Carmo de Noronha (1850+1932) 3.º Conde de Paraty |
D. João Inácio Francisco de Paula de Noronha (1820+1884) 2.º Conde de Paraty |
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D. Francisca da Cruz Lacé Pedrosa (1827+1864) |
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D. Isabel de Sousa Mourão e Vasconcelos (1849+1936) |
D. Fernando de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1815+1858) 2.º Conde de Vila Real |
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D. Júlia Adelaide Braamcamp de Almeida Castelo-Branco (1822+1878) |
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Janeiro, mês da troca de prendas no “Les Très Riches Heures du Duc de Berry”. Na iluminura, o Duque de Berry, envergando um rico manto azul, está sentado à mesa junto dum fogão, protegido por uma quebra-fogo, cercado por serviçais e inúmeros cortesãos. Ao fundo, os cavaleiros preparam-se para participar numa justa.
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