Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

31 - Fevereiro

Fevereiro

Fevereiro no livro “Les Très Riches Heures du Duc de Berry”.

Fevereiro, talvez do ano de 1416, um céu cinzento de chumbo descai sobre uma paisagem de neve.

 

Ao fundo um povoado, onde se vê a torre sineira da igreja, que parece desafiar a crueza do Inverno.

 

Num caminho aberto sobre um manto de neve, um homem, talvez um camponês, dificilmente um saltimbanco, dirige um burro, tocado por uma vara, depois de ter passado por outro homem que corta a lenha necessária para a invernia.

 

Mais próximo, uma figura feminina abafada em roupa, atravessa a neve em direitura a um curro.

 

Em primeiro plano, abrigadas numa casa de porta aberta, três personagens aquecem-se ao fogo de um fogão de sala.

 

Apesar da inverneira, tudo é sobejamente calmo nesta aldeia de camponeses.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 19:19
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10 comentários:
De Jorge G a 7 de Fevereiro de 2007 às 00:01
E a porta sempre aberta, apesar do frio...

Que bela imagem!


Um abraço.
De MPS a 8 de Fevereiro de 2007 às 14:32
As suas descrições estão a ficar cada vez mais interessantes. Obrigada por elas e por mais esta página do calendário. Com mais tempo voltarei aqui, para olhar com mais cuidado.

Um abraço
De MPS a 8 de Fevereiro de 2007 às 18:53
Eis como, em apenas três linhas, consegui escrever quatro vezes "mais". Estou muito adverbial!!!

Relativamente à iluminura...
Que contraste com a de Janeiro, a mostrar o mundo de distância que separa senhores e camponeses; mesmo que os camponeses sejam abastados, como a família que se aquece dentro de casa parece ser. Que sinais de abastança? A quantidade inusitada de gado no redil (que é preciso alimentar de feno obtido em pastagens próprias e que vemos amontoado); o número de pombos que debica o alimento oferecido, sinal extremo de riqueza entre os camponeses; os quatro cortiços de abelhas cujo mel era vendido a preço de ouro por ser usado como medicamento e o silo (parece-me um silo!) bem grande para armazenamento dos cereais.

A própria casa apresenta uma extravagância face ao costume da época: tem duas janelas! A única porta da casa, penso, estaria colocada por baixo das janelas. Sendo assim, a parede que o pintor ocultou foi um estratagema usado para nos permitir observar o ambiente interior: calmo e pacífico como o exterior, em contraste com os tempos de guerra que se viviam. É, pois, quase uma paz sonhada!

O interior das casas camponesas era quase sempre igual: pequena com uma única divisão, no centro da qual está a lareira. Neste caso, outro luxo: a lareira escoava o fumo por uma chaminé que sobressai do telhado branco. As três personagens, pouco protegidas do frio, aquecem-se à sua volta e o calor ajuda a secar as peças de roupa dependuradas de uma trave e que são outro sinal de abastança. Quem poderia ser, então esta família? Certamente exploraria uma tenência do duque em troca de impostos, o que a distingue dos muitos outros camponeses que trabalham os mansos.

Mas a calma e a paz como um desejo são a grande constante desta iluminura admirável.

Um abraço, Jofre
De manuela a 16 de Fevereiro de 2007 às 02:29
Estimado Amigo Jofre Alves: Para o cumprimentar, enviar votos de um excelente fim de semana, e, também comunicar que infelizmente os meus blogues desapareceram juntamente com a minha antiga conta da google. Foi uma grande perda para mim e estou triste por isso me ter acontecido. Os engenheiros da google dizem que estão a trabalhar nisso e nada... as páginas simplesmente não apareçeram nunca mais. Era um trabalho acumulado de composições que me enchiam a alma e olhe eclipsou. Com Calma vou tentar fazer de novo... aqui fica o novo sítio. Como dizem que há males que vêm para bem, vamos ver o que o tempo nos trará. Obrigada por tudo. Cumprimentos e saudações.* manuel@pinheiro
De manuela a 16 de Fevereiro de 2007 às 02:33
Estimado Amigo Jofre Alves: Para o cumprimentar, enviar votos de um excelente fim de semana, e, também comunicar que infelizmente os meus blogues desapareceram juntamente com a minha antiga conta da google. Foi uma grande perda para mim e estou triste por isso me ter acontecido. Os engenheiros da google dizem que estão a trabalhar nisso e nada... as páginas simplesmente não apareçeram nunca mais. Era um trabalho acumulado de composições que me enchiam a alma e olhe eclipsou. Com Calma vou tentar fazer de novo... aqui fica o novo sítio. Como dizem que há males que vêm para bem, vamos ver o que o tempo nos trará. Obrigada por tudo. Cumprimentos e saudações.* manuel@pinheiro
De manuela a 16 de Fevereiro de 2007 às 02:37
Estimado Amigo Jofre Alves: Para o cumprimentar, enviar votos de um excelente fim de semana, e, também comunicar que infelizmente os meus blogues desapareceram juntamente com a minha antiga conta da google. Foi uma grande perda para mim e estou triste por isso me ter acontecido. Os engenheiros da google dizem que estão a trabalhar nisso e nada... as páginas simplesmente não apareçeram nunca mais. Era um trabalho acumulado de composições que me enchiam a alma e olhe eclipsou. Com Calma vou tentar fazer de novo... aqui fica o novo sítio. Como dizem que há males que vêm para bem, vamos ver o que o tempo nos trará. Obrigada por tudo. Cumprimentos e saudações.* manuel@pinheiro
De manuela a 16 de Fevereiro de 2007 às 02:39
...por favor elimine os comentários onde a página não abre. Obrigada e desculpe a maçada. Bom Fim De Semana* Fique Bem* manuel@
De soaresesilva a 22 de Fevereiro de 2007 às 13:26
Uma paisagem belíssima, cheia de temas de trabalho e descanso. Gosto principalmente das três mulheres a aquecerem os pés...
De Pedro Oliveira a 9 de Abril de 2008 às 23:38
será de certa forma perspicaz de á primeira vista se conseguisse admitir a presença de uma gato branco aos pés da mulher de vestido azul e segundo consta, antigamente, na américa, se um gato se sentasse de costas para o fogo, os donos saberiam que viria um onde de frio, como aparece na imagem.tambem era de salientar que as duas mulheres ao fundo da casa nao estao a aquecer os pés mas sim o seu orgão sexual o que se pode ver nitidamente numa imagem ampliada.
Recorrendo á simbologia é deveras importante salientar que existem nove pombos a comer milho, ou seja, neste caso, o número de pombos interfere directamente com o quadro visto que este significar alem dos 9 orificios dos corpo humano tambem o cilclo da vida que muda de 9 em 9 anos sem deixar de salientar que como ja foi expresso, eles eram abastados visto terem 4 favos de mel que na altura eram bastante dispendiosos. Recorrendo ao que ainda hoje se vive existe um esteriótipo, mulheres dentro de casa e homens a trabalhar fora dela.
Em análise, por fim, á parte superior da pintura dá pra entender que o arco de maiores dimensoes começa com o número 22 que segundo a simbologia representa o segredo da criação do universo por deus, o que na altura era bastante conveniente visto mai que nunca terem uma sociedade fumentada quase unicamente pela religião. De resto são indicadores do mês presente na pintura.
Sem mais demoras despeço-me.
De nao vao me encontrar a 15 de Setembro de 2009 às 20:43
ridiculooooooo nunca que eu leria uma coisa tao mau escrita e tao mau aseada........ eu devo estar mesmo louco por estar comentando uma atrocidade dessas
escreva um outro artigo e talvez eu leia, tente me convencer q estou pensando errado.
estou ao aguardo de novas perspectivas , nao m decepcione novamente.
atenciosamente
anonimo

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