Quinta-feira, 8 de Março de 2007

32 - Março

Março no Livro de Horas do Duque de Berry

Março no livro “Les Très Riches Heures du Duc de Berry”. Mês dos primeiros trabalhos agrícolas do ano, com servos e camponeses a semear e a lavrar as terras, vendo-se ao fundo o castelo de Lusignan, um dos favoritos do Duque de Berry.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 23:43
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6 comentários:
De Jorge G - O Sino da Aldeia a 16 de Março de 2007 às 22:19
Bom gosto tinha o duque!

Mais uma passagem por este espaço que me faz viajar no tempo!

Bom fim-de-semana e um abraço.
De paula e rui lima a 19 de Março de 2007 às 09:20
olá

se gosta de cinema venha visitar-nos em

www.paixoesedesejos.blogspot.com

todos os dias falamos de um filme diferente

paula e rui lima
De MPS a 20 de Março de 2007 às 18:17
Caro Jofre:

agora que me libertei um pouco do trabalho, entro nesta sua casa e dou de caras... com trabalho! Olhe, nesta altura, não sei se não preferia estar agarrada a uma charrua do que à esferográfica!

Mas a iluminura, como as anteriores, é admirável, neste caso pela amplitude da paisagem e pela riqueza de pormenores com que se representa, quer o castelo, quer cada um dos trabalhos agrícolas.

Março entrado, é tempo de podar, lavrar e semear: exactamente aquilo que vemos pintado - sem esquecer que os rebanhos deixam o redil e regressam aos campos.

Repare-se na difernça de vestuário entre os camponeses de Fevereiro e estes, representativo da diferença de estatuto. Com efeito, se em Fevereiro tinhamos camponeses abastados, aqui temos, provavelmente, servos domésticos e outros camponeses que pagam a corveia, ambos miseráveis como pode constatar-se pelos andrajos com que se cobrem.

Os trabalhos rurais são dominados pelo cultivo da vinha, porque o vinho era a bebida medieval por excelência e um dos mais importantes artigos de exportação de França. Se, numa parcela, o camponês já deu a corveia por terminada, noutra está a pagá-la, podando as vides e juntando, cuidadosamente, em feixe, as hastes cortadas, que hão-de servir para atear o lume da casa, provavelmente, do castelo senhorial.

E que castelo! Enorme e impenetrável devido à dupla cintura de muralhas e à forte barbacã, em tudo demonstrando o enorme poder do seu senhor.

Escapou-me o significado do dragão.

Um abraço
De Jofre Alves a 6 de Abril de 2007 às 16:49
A presença do dragão nesta gravura deve-se à lenda de Mélusine e Rodivarius, que está na origem da genealogia fabulosa da família de Lusignan e da própria «ville» de Lusignan.
De soaresesilva a 28 de Março de 2007 às 00:35
Venho agradecer as visitas aos meus blogs. Não tenho conseguido entrar no teu blog das fotografias de que tanto gosto. A exposição correu bem?
Amanhã vou novamente tentar entrar para ver as maravilhas que sempre lá publicas.
De Manuel Maria a 6 de Abril de 2007 às 15:54
O trabalho de iluminura... e eu tive a sorte de folhear algumas obras originais (previlégio de poucos) ésó comparável na ourivesaria ao trabalho minuncioso da filigrama.
O meu velhinho professor de paleografia dizia-nos extasiado - ainda o esou aver- pegando nos velhos pergaminhos.
-Vejam senhores... que grande marmelada, esta!
E como eu bem percebia aquele "grande marmelada, esta!", do velho mestre, que misturava sobre mesa de trabalho pilhas de pergaminhos em latim tabeleónico e tijelas de marmelada, oferecidas nas várias terras que percorria em investigação.

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